No que cremos

Cremos que o presbiterianismo não é meramente uma parte importante do Cristianismo. A fé reformada é um conjunto de verdades que formam um sistema que modela influentemente a vida dos presbiterianos. Este conjunto de doutrinas sistematizadas são chamadas de Calvinismo. Entretanto, não podemos cair no engano de pensar que ele é um sistema doutrinário útil somente para a religião. Calvinismo é uma cosmovisão! Ou seja, toda a nossa visão de mundo é definida pela nossa convicção bíblica. Isto significa que toda a nossa interpretação de cada experiência que temos com Deus, conosco, com o próximo e tudo o que existe é resultado das nossas convicções.

Cremos na doutrina da soberania, que é o centro da convicção presbiteriana. O principal emblema teológico do presbiterianismo não é a sua eclesiologia (doutrina da Igreja), mas a sua teontologia (doutrina de Deus). Todas as demais doutrinas são diretas ou por implicação resultado deste tema unificador.

Cremos que a Palavra de Deus registrada no Antigo e no Novo Testamento, sendo escrita por autores humanos, foi inspirada por Deus (2 Tm 3:16) garantindo a sua inerrância, autoridade, suficiência e clareza. Absolutas verdades existem na mente de Deus, que através da revelação elas vêm à mente do escritor original, assim na inspiração esta revelação registra-se em Escritura: a Palavra de Deus em palavras humanas.

Cremos que a salvação do homem não decorre de nenhum tipo de boas obras que venha a realizar, nem de alguma virtude ou mérito pessoal, mas sim do favor imerecido de Deus (Rm 3:20,24, 28; Ef 2:1-10). Em decorrência da Queda, todo ser humano nasce com uma natureza totalmente corrompida, de modo que não pode vir a agradar a Deus, a não ser pela ação soberana e eficaz do Espírito Santo, o único capaz de iluminar corações em trevas e convencer o homem do pecado, da culpa, da graça e da misericórdia de Deus em Cristo Jesus (Rm 3:19,20).

Cremos que a causa da nossa salvação não depende das nossas virtudes pessoais, nem de qualquer esforço que envolva o merecimento conquistado pelas nossas virtudes. O único meio pelo qual o Espírito Santo aplica a salvação ao coração humano é a fé. Entretanto, deve ser lembrado que a fé é dom de Deus e não uma virtude humana (Rm 4:5; Ef 2:8-9; Fp 1:9).

Cremos que somente através da obra de Cristo podemos ser salvos. Não temos nenhum outro mediador pelo qual seja possível acontecer uma reconciliação com Deus, a não ser Jesus Cristo, a segunda pessoa da Trindade (1 Tm 2:5). Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). Cremos que a Sua morte expiatória na cruz satisfaz a justiça de Deus e, elimina completamente a culpa de todos aqueles que nEle crêem (Rm 3:24-25), redimindo-os dos seus pecados (Ef 1:7); e, que a Sua humilhação durante o Seu ministério foi perfeitamente justa, santa e obediente à lei de Deus. A Sua obra Lhe confere autoridade para declarar justo todos quantos o Pai Lhe deu (Jo 6:37,39,65). Toda a obra expiatória de Cristo é suficiente para a nossa salvação (Rm 8:1).

Cremos no Único Deus, que é Senhor da história e do universo, "que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" (Ef 1:11). A nossa convicção está em que a finalidade principal da vida humana não é somente o bem-estar, a saúde física, a prosperidade, a felicidade, ou mesmo a salvação do homem, mas, a glória de Deus, o louvor da santidade, justiça, fidelidade, poder, sabedoria, graça, bondade e de todos os Seus atributos. Deus não existe para satisfazer as necessidades do homem, embora Ele o faça por amor de Si mesmo (Ez 20:14).

Cremos na doutrina da Trindade que sustenta que Deus é uma Unidade, uma essência divina, existindo em Três Pessoas na Divindade, sendo essas Três: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conforme o Credo Atanasiano : “Adoramos um Deus em Trindade, e Trindade em Unidade, sem confundir as Pessoas, sem separar a substância”.


Confira, por meio de tópicos, alguns dos principais pontos da nossa doutrina:

A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana (1). É o registro da revelação que Deus fez de Si mesmo aos homens (2). Seu verdadeiro Autor é Deus; os homens que a escreveram foram inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo (3). Sua finalidade é revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os que creem em Cristo e promover a glória de Deus (4). Seu conteúdo é a verdade, sem erros, e, por isso, é um perfeito tesouro de instrução divina (5). Ela revela o destino final do mundo e os critérios pelos quais Deus julgará todos os homens (6). A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, um padrão fiel pelo qual devem ser aferidas a doutrina e a conduta dos homens (7). Ela deve ser interpretada sempre à luz da Pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo (8).

(1) Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44, 45; Jo 10.35; Rm 3.2; 1Pe 1.25; 2Pe.1.21
(2) Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1, 2; Mt. 24.35; Lc 24.44, 45; 16.29; Rm 16.25, 26; 1Pe 1.25
(3) Êx 24.4; 2Sm 23.2; At 3.21; 2Pe. 1.21
(4) Lc 16.29; Rm 1.16; 2Tm 3.16, 17; 1Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4
(5) Sl 19.7-9; 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 2Tm 3.15-17
(6) Jo 12.47, 48; Rm 2.12, 13
(7) 2Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 34.16; Mt 5.17, 18; Is 8.20; At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; 2Tm 1.13
(8) Lc 24.44, 45; Mt 5.22, 28, 32, 34, 39; 17.5; 11.29, 30; Jo 5.39, 40; Hb 1.1,2; Jo 1.1, 2, 14

Único Deus vivo e verdadeiro é Espírito, pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente e onipresente; é perfeito em santidade, justiça, verdade e amor (1). Ele é Criador, Sustentador, Redentor, Juiz e Senhor da história e do universo, que governa pelo seu poder, dispondo de todas as coisas de acordo com o Seu eterno propósito e graça (2). Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições (3). Por isso, devemos a Ele todo o amor, culto e obediência (4). Em Sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, Pessoas distintas, mas sem divisão em sua essência (5).

(1) Dt 6.4; Jr 10.1; Sl 139; 1Co 8.6; 1Tm 2.5, 6; Êx 3.14; 6.2, 3; Is 43.15; Mt 6.9; Jo 4.24; 1Tm 1.17; Ml 3.6; Tg 1.17; 1Pe 1.16, 17.
(2) Gn 1.1; 17.1; Êx 15.11-18; Is 43.3; At 17.24-26; Ef 3.11; 1Pe 1.17
(3) Êx 15.11; Is 6.2; 57.15; Jó 34.10
(4) Mt 22.37; Jo 4.23, 24; 1Pe 1.15, 16
(5) Mt 28.19; Mc 1.9-11; 1Jo 5.7; Rm 15.30; 2Co 13.13; Fp 3.3

Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à imagem e conforme a semelhança Dele. Seu valor e dignidade decorrem desse fato (1). O corpo humano foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar (2). O espírito do homem procede de Deus e para ele retornará (3). O Criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada (4). O ser humano é criado para glorificar a Deus (5). Seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir a vontade divina (6). O homem é um ser pessoal e espiritual. Ele tem a capacidade de perceber, conhecer e compreender a verdade revelada, ainda que parcialmente. Isso se dá por meio de seu intelecto e experiência. O homem tem a capacidade também de tomar sua própria decisão religiosa, sem a mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, civil ou religioso (7).

(1) Gn 1.26-31; 18.22; 9.6; Sl 8.1-9; Mt 16.26
(2) Gn 2.7; 3.19; Ec 3.20; 12.7
(3) Ec 12.7; Dn 12.2,3
(4) Gn 1.21; 2.1; Sl 8.3-8
(5) At 17.26-29; 1Jo 1.3,6,7
(6) Jr 9.23,24; Mq 6.8; Mt 6.33; Jo 14.23; Rm 8.38,39
(7) Jo 1.4-13; 17.3; Ec 5.14,17; 1Tm 2.5; Jó 19.25,26; Jr 31.3; At 5.29; Ez 18.20; Dn 12.2; Mt 25.32,46; Jo 5.29; 1Co 15; 1Ts 4.16,17; Ap 20.11-30

No princípio o homem vivia em estado de inocência e mantinha perfeita comunhão com Deus (1). Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus e ficou separado Dele (2). Em consequência da queda de nossos primeiros pais (Adão), todos somos pecadores por natureza e inclinados para a prática do mal (3). Todo pecado é cometido contra Deus, contra a Sua pessoa, contra a Sua vontade e contra a lei que Ele estabeleceu (4). Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo (5). O maior pecado consiste em não crer na pessoa de Cristo, o Filho de Deus, como Salvador pessoal (6). O resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus é a morte e a condenação eterna. Além de estar sujeito à morte e à condenação, o homem se torna inimigo de seu próximo e da própria criação de Deus (7). Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo. Por isso, depende da graça de Deus para ser salvo (8).

(1) Gn 2.15-17; 3.8-10; Ec 7.29
(2) Gn 3; Rm 5.12-19; Ef 2.12; Rm 3.23
(3) Gn 3.12; Rm 5.12; Sl 51.15; Is 53.6; Jr 17.5; Rm 1.18-27; 3.10-19; 7.14-25; Gl 3.22; Ef 2.1-3
(4) Sl 51.4; Mt 6.14,15; Rm 8.7,22
(5) Mt 6.14,15; 18.21-35; I Co 8.12; Tg 5.16
(6) Jo 3.36; 16.9; I Jo 5.10-12
(7) Rm 5.12-19; 6.23; Ef 2.5; Gn 3.18; Rm 8.22
(8) Rm 3.20,23; Gl 3.10,11; Ef 2.8,9

A salvação é concedida por Deus pela Sua graça, a partir do arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor (1). A redenção eterna de quem crê custou um preço que foi pago, de forma definitiva, por Jesus Cristo, por meio do derramamento do Seu sangue na cruz (2). A salvação é individual. A salvação significa a redenção por completo do homem, na inteireza do seu ser (3). A salvação é um presente gratuito que Deus oferece a todos os homens. Na salvação, estão compreendidas a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação (4).

(1) Sl 37.39; Is 55.5; Sf 3.17; Tt 2.9-11; Ef 2.8,9; At 15.11; 4.12
(2) Is 53.4-6; 1Pd 1.18-25; 1Co 6.20; Ef 1.7; Ap 5.7-10
(3) Mt 16.24; Rm 10.13; 1Ts 5.23,24; Rm 5.10
(4) Rm 6.23; Hb 2.1-4; Jo 3.14; 1Co 1.30; At 11.18

O reino de Deus é eterno, e está no domínio soberano e universal Dele (1). O reino de Deus está nos corações daqueles que, voluntariamente se submetem a Ele pela fé, aceitando-O como Senhor e Rei e a Jesus Cristo como Seu filho unigênito, a quem Ele enviou para nos dar vida eterna. Dessa forma, o reino invisível nos corações regenerados opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos (2). A consumação do reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus (3).

(1) Dn 2.37-44; Is 9.6,7
(2) Mt 4.17; 6.33; Lc 17.20; 4.43; Jo 3.3-5; 3.16; 18.36; 1Pe 2.9,10
(3) Mt 25.31-46; 1Co 15.24; Ap 11.15

A Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas, ou seja, transformadas em novas criaturas e batizadas após profissão de fé. É com esta definição que a palavra "igreja" é empregada na maioria das vezes no Novo Testamento (1). Estas congregações são constituídas por livre vontade das pessoas, com a finalidade de prestar culto a Deus, observar as ordenanças de Jesus, meditar nos ensinamentos da Bíblia para edificação mútua e propagar o evangelho (2).

As igrejas neotestamentárias são autônomas, têm governo democrático, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pela Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo (3). Segundo a Bíblia, existem duas espécies de oficiais: pastores e diáconos.

As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer sejam de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua Palavra. Cada igreja é um templo do Espírito Santo (4).

Há, também, outro sentido da palavra "igreja" no Novo Testamento. Nela, ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e edificada com base Nele, constituindo-se em corpo espiritual do Senhor, do qual Ele é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus.(5)

(1) Mt 18.17; At 5.11; 20.17,28; 1Co 1.2,10; 4.17; 1Tm 3.5; 3Jo 9
(2) At 2.41,42
(3) Mt 18.15-17
(4) At 6.3-6; 13.1-3; 20.17,28; Tt 1.5-9; 1Tm 3.1-13; Fp 1.1; 1Co 3.16,17; At 14.23; 1Pe 5.1-4
(5) Mt 16.18; Cl 1.18; Hb 12.22-24; Ef 1.22,23; 3.8-11; 4.1-16; 5.22-32; Jo 10.16; Ap 21.2,3

Mordomia é a doutrina bíblica que reconhece Deus como Criador, Senhor e dono de todas as coisas (1). Todas as bênçãos materiais e espirituais procedem de Deus e por isso os homens devem a Ele o que são, possuem e, também, o sustento (2). Quem crê em Jesus Cristo como Salvador pertence a Deus porque Deus o criou e o remiu em Jesus Cristo (3). Pertencer a Deus coloca aquele que crê na posição de administrador ou mordomo da sua vida, das suas aptidões, seu tempo, seus bens, influência, oportunidades, personalidade, dos recursos naturais e de tudo que Deus lhe confia por meio do Seu infinito amor, providência e sabedoria (4). Cabe ao crente em Jesus Cristo o dever de viver e comunicar ao mundo o evangelho que recebeu de Deus (5). As Escrituras Sagradas ensinam que o plano especifico de Deus para o sustento financeiro de Sua causa provém da entrega dos dízimos e ofertas feitas por aqueles que o professam como Senhor e Salvador (6). Eles devem trazer à igreja a sua contribuição sistemática e proporcional com alegria e generosidade, para sustentar o ministério, as obras de evangelização, beneficência e outras (7).

(1) Gn 1.1; 14.17-20; Sl 24.1; Ec 11.9; 1Co 10.26
(2) Gn 14.20; Dt 8.18; 1Cr 29.14-16; Tg 1.17; 2Co 8.5
(3) Gn. 1.27; At 17.28; 1Co 6.19, 20; Tg 1.21; 1Pe 1.18-21
(4) Mt 25.14-30; 31-46
(5) Rm 1.14; 1Co. 9.16; Fp 2.16
(6) Gn 14.20; Lv 27.30; Pv 3.9, 10; Ml 3.8-12; Mt 23.26
(7) At 11.27-30; 1Co 16.1-3; 2Cor 8.1-15; Fp 4.10-18

A missão primordial do povo de Deus é anunciar as boas novas do evangelho ao mundo, pois constituem a única mensagem capaz de reconciliar o homem com Deus (1). É dever de todo discípulo de Jesus Cristo, e de todas as igrejas, proclamar a realidade do evangelho, tanto por exemplo quanto por palavras, procurando fazer novos discípulos de Cristo em todas as nações. Cabe às igrejas batizá-los e ensiná-los a obedecer todos os ensinos de Jesus (2). A responsabilidade de evangelizar abrange todo o nosso planeta e, por isso, as igrejas devem estar envolvidas em missões e sempre pedindo a Deus que envie missionários para os campos missionários (3).

(1) Mt 28.19, 20; Jo 17.20; 20.21; At 1.8; 13.2,3; Rm 1.16; 10.13-15; 2Co 5.18-20; 1Ts 1.8; 1Pe 2.9,10
(2) Mt 28.18-20; Lc 24.46-49; Jo 17.20; At 1.8
(3) Mt 28.19; At 1.8; Rom. 10.13-15

O ministério docente da igreja, sob o cuidado do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o que crê Nele (1). A Palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã (2). O programa de educação religiosa nas igrejas é necessário para a instrução e o desenvolvimento de seus membros, com o fim de que "cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo". Cabe às igrejas cuidar do correto doutrinamento dos que creem em Cristo, para formar e desenvolvê-los nas áreas espiritual, moral e eclesiástica, além de motivar e capacitá-los para o serviço cristão para que realizem a sua parte, cooperando para o cumprimento da missão da igreja no mundo (3).

(1) Mt 11.29, 30; 23.10; Jo 13.14-17
(2) Jo 14.26; 1Co 3.1, 2; 2Tm 2.15; 1Pe 2.2,3; 3.15; 2Pe 3.18
(3) Sl 119; 2Tm 3.16, 17; 4.2-5; Cl 1.28; Mt 28.19,20; At 2.42; Ef 4.11-16; 6.10-20; Fl 4.8,9; 2Tm 2.2

Deus, e somente Deus, é o Senhor da consciência (1). A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do homem, e está intimamente ligada à sua natureza moral e espiritual (2). Devido a essa natureza, a liberdade religiosa não deve sofrer intervenção de qualquer poder humano (3). Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, conforme for guiada pela sua consciência, livre de coações de qualquer espécie (4). A Igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e fundações (5). É dever do Estado garantir o pleno usufruto e exercício da liberdade religiosa, sem favorecer a qualquer grupo ou credo (6). O Estado deve ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado foi ordenado por Deus para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, os que creem em Cristo devem orar pelas autoridades, respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que seja contrário à vontade e à lei de Deus (7).

(1) Gn 1.27; 2.7; Sl 9.7,8; Mt 10.28; 23.10; Rm 14.4; 9,13; Tg 4.12; 1Pe 2.26; 3.11-17
(2) Js 24.15; 1Pe 15, 16; Lc 20.25
(3) Dn 3.15-18; Lc 20.25; At 4.9-20; 5.29
(4) Dn 3.16-18; 6; At 19.35-41
(5) Mt 22.21; Rm 13.1-7
(6) At 19.34-41
(7) Dn 3.16-18; 6.7-10; Mt 17.27; At 4.18-20; 5.29; Rm 13.1-7; 1Tm 2.1-3; Tt 3.1; 1Pe 2.13-17

Como sal da terra e luz do mundo, o cristão tem o dever de participar em todo esforço que promove o bem comum da sociedade em que vive (1). Mas, o maior bem que ele pode praticar é comunicar o evangelho, pois o bem-estar social e o estabelecimento da justiça entre os homens dependem, basicamente, da regeneração de cada pessoa e da prática individual e coletiva dos princípios do evangelho (2). Além disso, como cristãos, devemos estender auxílio aos órfãos, às viúvas, aos idosos, aos enfermos e a outros necessitados, e inclusive a todos que forem vitimados por qualquer tipo de injustiça e opressão (3). Faremos isso em espírito de amor, jamais apelando para qualquer meio que use de violência ou que seja contra as normas de vida expostas no Novo Testamento (4).

(1) Mt 5.13-16; Jo 12.35, 36; Fp 2.15
(2) Mt 6.33; 25.31-46; Mc 6.37; Lc 10.29-37; 19.8,9; Jo 6.26-29; At 16.31-35; Mt 28.19
(3) Êx 22.21; Sl 82.3, 4; Ec 11.1,2; Mq 6.8; Zc 7.10
(4) Is 1.16-20; Mq 6.8; Mt 5.9; Lc 3.10-14; At 4.32-35; 2Tm 2.24; Fm; Tg 1.27

A família, criada por Deus para o bem do homem, é a primeira instituição da sociedade. Sua base é o casamento monogâmico e duradouro, por toda a vida, só podendo ser desfeito pela morte ou pela infidelidade conjugal (1). O propósito imediato da família é glorificar a Deus e prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança, preservação da espécie e, por meio disso, o perfeito ajustamento da pessoa humana em todas as suas dimensões (2). Deus provê para a família a bênção da salvação temporal e eterna por meio da fé em Cristo para lhe dar vitória sobre a contaminação do pecado e, após salva, ela pode cumprir os seus fins temporais e promover a glória de Deus (3).

(1) Gn 1.27; 2.18-25; Js 24.15; 1Rs 2.1-3; Ml 2.15; Mr 10.7-9, 13-16; Ef 5.22-33; 6.1-4; Cl 3.18-25; 1Tm 3.4-8; Hb 13.4; 1Pe 3.1-7
(2) Gn 1.28; 2.18-25; Sl 127.1-5; Ec 4.9-13
(3) At 16.31,34

A vida humana é passageira; como consequência do pecado, a morte se estende a todos (1). Mas a Palavra de Deus assegura a continuidade da nossa consciência e identidade pessoal após a morte. Ela também deixa clara a necessidade de todos aceitarem a graça de Deus, que nos foi oferecida por meio de Cristo, enquanto estiverem neste mundo (2), pois, com a morte, vem a definição do destino eterno de cada pessoa (3). A fé de quem crê no sacrifício de Cristo em seu lugar, na cruz, faz com que sua morte deixe de ser trágica, pois ela transporta quem crê para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A Bíblia descreve esse estado de felicidade como "dormir no Senhor" (4). Já os incrédulos e impenitentes são conduzidos pela morte a um estado de separação definitiva de Deus (5). Na Bíblia encontramos, claramente expressa, a proibição de Deus contra o contato com os mortos, e também a futilidade de se praticar atos religiosos com relação aos que já morreram (6).

(1) Rm 5.12; 6; 1Co 15.21, 26; Hb 9.27; Tg 4.14
(2) Lc 16.19-31; Hb 9.27
(3) Lc 16.19-31; 23.39-46; Hb 9.27
(4) Rm 5.6-11; 14.7-9; 1Cr 15.18-20; 2Cr 5.14, 15; Fl 1.21-23; 1Ts 4.13-17; 5.10; 2Tm.2.11; 1Pe 3.18; Ap 14.13
(5) Lc 16.19-31; Jo 5.28,29
(6) Êx 22.18; Lv 19.31; 20.6, 27; Dt 18.10; 2Cr 10.13; Is 8.19; 38.18; Jo 3.18,36; Hb 3.13

Fonte: Igreja Presbiteriana de Brasília e Igreja Presbiteriana Maranata - Botucatu/SP.

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